Cinema Disney+

CEO comenta lançamento de próximos filmes

Enquanto, aos poucos, a normalidade vai retornando à rotina dos americanos, a The Walt Disney Company vai alterando seus protocolos de segurança em seus complexos temáticos e a forma como distribui suas produções. Não é de hoje que a empresa investe em filmes para as telonas, mas a pandemia obrigou que muitos deles fossem adiados ou transferidos para o Disney+. Agora, com o crescente número de vacinados nos EUA e a maior confiança das pessoas em retornar aos cinemas, a companhia anunciou uma nova estratégia de distribuição.

“Cruella”, “Viúva Negra” e “Jungle Cruise” continuarão com lançamentos híbridos, estando disponíveis, ao mesmo tempo, nos cinemas e no Disney+, o que para Bob Chapek, CEO da Disney, é uma forma de “celebrar a flexbilidade”. Durante a “J.P. Morgan Global Technology, Media and Communications Conference”, realizada, nessa segunda-feira (24), o executivo revelou alguns dos aprendizados obtidos durante a pandemia. “Uma das coisas que aprendemos é que a flexibilidade é boa porque há duas dinâmicas acontecendo. Uma é a disposição das pessoas em retornar aos cinemas e a capacidade de retornar de uma forma significativa. E a segunda é a mudança no comportamento do consumidor que está acontecendo naturalmente e tem a COVID como um catalisador”, disse.

Depois do lançamento híbrido de “Jungle Cruise”, que ocorrerá no final de julho, duas produções, “Free Guy” e “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” serão lançadas, exclusivamente, nos cinemas, mas terão uma janela de exibição de apenas seis semanas e, depois, migrarão para plataformas digitais. “[Nós] anunciamos Shang-Chi e Free Guy, ambos com janelas de 45 dias reduzidas. E isso é mais tarde no verão, quando esperamos; esperamos, não tenho certeza, que o mercado de cinema se recupere mais plenamente, e esse tipo de distribuição exclusiva faça mais sentido. Mas, novamente, a flexibilidade é uma coisa boa. Em algum ponto, porém, você tem que dar um passo, como eu gosto de dizer, para sair da doca e entrar no barco. E acho que esses são os títulos em que vamos tentar e ver no que vai dar”, explicou. “Acho que o consumidor está esperando janelas mais curtas. Se temos um filme que passa nos cinemas por quatro ou seis semanas, não há muitos motivos para guardá-lo pelos próximos seis ou sete meses. E eu acho que os consumidores perceberam que eles têm o poder e podem fazer essas decisões. E somos uma empresa amiga do consumidor e seguiremos, portanto, as janelas de 45 dias”, afirmou.

“A exibição nos cinemas para nós é uma coisa muito boa porque nos ajuda a construir nossas franquias, que, então, se voltaram para o ponto central da Disney e criaram tantas oportunidades em parques e produtos de consumo. Mas, como vimos com a bilheteria nos EUA e, em menor medida, a bilheteria internacional, isso parece estar se recuperando, pelo menos, em alguns mercados. Mas estamos vendo alguma hesitação em retornar a um estado que pareça o normal de 2019. E, como tal, durante esse tipo de período intermediário, é muito bom poder dar aos consumidores alguma flexibilidade”, justificou o executivo ao explicar o porquê de, por exemplo, lançar “Viúva Negra” de forma híbrida.

“Nós atrasamos Viúva Negra algumas vezes. Não queríamos atrasá-lo novamente. Ao mesmo tempo, sempre soubemos que havia o risco de a exibição não se desenvolver totalmente ou de os consumidores não quererem voltar para o cinema. Então percebemos que tínhamos que assumir o risco e dar uma chance à exibição nos cinemas, mas não podíamos colocar todos os nossos ovos na cesta de exibição porque sabíamos que, nas semanas anteriores à decisão, o mercado interno não estava retornando e ainda está bastante fraco, então estamos realmente confiantes de que fizemos a escolha certa. Portanto, demos ao consumidor a escolha de assistir nos cinemas se se sentir confortável ou, se não estiver, assisti-lo no conforto e na segurança de sua casa”, completou.

O executivo foi questionado sobre o porquê, então, de lançar “Luca” exclusivamente no Disney+. “Quando você tem um serviço direto ao consumidor, aumentamos nosso investimento em conteúdo criativo para garantir que todos os canais de distribuição tenham um conjunto completo de ofertas para manter todos felizes, e, em nenhum lugar, isso é mais notório do que no Disney+. E queremos ter certeza, dada a importância do Disney+ para nós no mercado e nossos acionistas, que continuamos alimentando essa máquina e fazendo um filme de família maravilhoso como Luca no meio do verão e colocando-o diretamente no serviço. Teremos um impacto semelhante ao que vimos quando fizemos Soul no Natal, e isso foi um grande impulso para o Disney+. E acreditamos que Luca terá muitas visualizações, muitas pessoas vendo e muitas pessoas gostando, já que colocamos no serviço gratuitamente neste verão”, concluiu.

Sobre o autor

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Fortaleza. É também graduado em Jornalismo, área em que atua há mais de dez anos. Em 2008, a estreia na televisão ocorreu quando passou a comandar um telejornal esportivo. Viajar sempre foi uma paixão, tornando-se parte do seu trabalho em 2009. A curiosidade pela Disney o inspira desde pequeno. Muito cedo, começou a frequentar os complexos de parques temáticos da empresa ao redor do mundo e, até hoje, os tem como destinos preferidos. Dentre os seis resorts, Walt Disney World e Disneyland são seus prediletos.