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“Chucky”: Nova série terá bullying como tema

Nessa quarta-feira (27), o Brinquedo Assassino retornará às telas e promete, mais uma vez, aterrorizar seus fãs. “Chucky” é uma nova série do Star+ e dará continuidade à história de “O Culto de Chucky”, de 2017. Na trama, Jake Wheeler encontra um Chucky bastante antigo em um bazar. Não demora para que o boneco comece a protagonizar vários crimes. Os assassinatos deixarão o pequeno vilarejo em pânico, mas Wheeler acabará criando um forte laço com o brinquedo, que, por sua vez, verá no menino a chance de torná-lo seu sucessor.

Zachary Arthur interpretará Jake Wheeler. O elenco ainda conta com Devon Sawa, Teo Briones, Bjorgvin Arnarson, Alyvia Alyn Lind e os veteranos Christine Elise, Alex Vincent, Jennifer Tilly e Fiona Dourif.

Don Mancini, criador do seriado, disse, em recente entrevista, que se inspirou em eventos da sua própria vida para criar o programa. Também falou que a trama exibirá várias punições para aqueles que praticam bullying. “Nos anos 1980, com o primeiro filme, Chucky era uma metáfora para o marketing infantil enlouquecido. Agora, com essa primeira temporada da série de TV, minha intenção era usar o Chucky como uma metáfora para o bullying porque isso é algo que, infelizmente, é muito relevante na cultura jovem de hoje”, disse. “Um dos truques do terror é que você sempre tem de encontrar uma metáfora, sempre tem de ter algo subentendido, não pode ser apenas sobre um boneco que mata pessoas, precisa ter algo além [….] Tenho a consciência de que estou mandando um grande dedo do meio para todos os meus bullies do colégio”, completou.

Ainda ao IGN Brasil, Mancini explicou que, com a criação da série, teve a oportunidade de se focar nas personagens e em seus relacionamentos. “É algo que os fãs querem ver há décadas: como ele se tornou um assassino? Por que ele se tornou um? Quem foi sua primeira vítima? Como ele e Tiffany conheceram tudo aquilo? Me dei conta de que uma série de TV seria o lugar perfeito para responder tudo isso”, afirmou. O showrunner ainda disse o porquê de ter escolhido jovens para protagonizar a série. “Essa é uma idade em que você dá os primeiros passos rumo à vida adulta. É um momento muito assustador, de descoberta, de achar o que você quer fazer na sua vida. Jake quer ser artista, mas o pai não o apoia”. Também não apoia a sexualidade do menino, que como Mancini, é gay. “A série é uma chance dos jovens fãs terem uma representatividade que eu não tive como fã de terror aos 14 anos, nos anos 1970 e 1980. Fico feliz que o estúdio e a emissora [SYFY e USA Network] tenham apoiado tanto essa ideia”. Assim, a série será uma resposta de Mancini aos ataques sofridos em sua adolescência. “Estou esfregando essa série na cara dos meus amigos. Esfregando e dizendo f*dam-se os valentões, ser gay é legal“, concluiu.

“Chucky” estreia nessa quarta-feira (27), e novos episódios serão lançados sempre às quartas-feiras.

Sobre o autor

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Fortaleza. É também graduado em Jornalismo, área em que atua há mais de dez anos. Em 2008, a estreia na televisão ocorreu quando passou a comandar um telejornal esportivo. Viajar sempre foi uma paixão, tornando-se parte do seu trabalho em 2009. A curiosidade pela Disney o inspira desde pequeno. Muito cedo, começou a frequentar os complexos de parques temáticos da empresa ao redor do mundo e, até hoje, os tem como destinos preferidos. Dentre os seis resorts, Walt Disney World e Disneyland são seus prediletos.