Cinema

“Cruella” pode ganhar spin-off

A estreia de “Cruella” ocorre, tanto no Disney+ quanto nos cinemas, nessa sexta-feira (28), e rumores de que um spin-off da produção poderá ser desenvolvido já começam a circular. Em entrevista à Forbes, Craig Gillespie, diretor do longa, afirmou que já pensou nessa possibilidade e que conversas já ocorreram, mas ainda não tem nada definido. “Conversamos sobre essa fantasia de fazer outro Cruella porque todos nós nos divertimos muito juntos. Eu ficaria feliz com isso. Eu sinto que fomos capazes de vencer as dificuldades do filme, achar o tom certo e, com as personagens, houve essa evolução de auto-descoberta para todos. Veremos”, disse ele.

Os atores Paul Walter Hauser e Joel Fry, que interpretam, respectivamente, Horácio e Jasper, capangas de Cruella, já haviam sido questionados sobre a possibilidade de retornar em uma série ou filme apenas sobre a dupla e responderam que aceitariam fazer parte do projeto. “Eu toparia se o Joel [Fry] fizesse junto comigo”, respondeu Hauser que não se sentiu pressionado para interpretar sua personagem. “A Emma Stone deve ter sentido muita pressão. Eu não. Eu imagino o que é interpretar Cruella de Vil em um gigante filme da Disney, e isso deve ser assustador”, disse.

Ainda em sua entrevista à Forbes, Gillespie elogiou o trabalho de Walter Hauser. “Eu amo o Paul. Nós nos descobrimos em Eu, Tonya. O Paul tem essa maneira incrível de ter humor constantemente dentro da cena, mas com muito mais camadas do que isso, sentindo a dor ou a empatia da personagem. É uma coisa tão rara ser capaz de fazer as duas coisas, principalmente, quando ele faz as piadas. Sempre existe esse ser humano por trás. Eu queria ele para Cruella. Ele é meio que meu tipo de ferramenta secreta porque ele é, incrivelmente, bom em improvisar”, comentou o diretor.

Sobre os improvisos feitos em cena, Joel Fry revelou que muito do que pensou que seria cortado terminou sendo mantido. “O nível de concentração nas cenas era muito grande. Os nossos improvisos foram naturais; ninguém poderia dizer que eram impovisos. E isso é como deve ser. Muito terminou passando, acho até que mais do que eu pensei que ficaria”, afirmou.

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Desde o início da pandemia, “Cruella” foi o primeiro filme a ganhar uma pré-estreia, com direito a tapete vermelho e até mesmo à presença do CEO da The Walt Disney Company, Bob Chapek, que posou para fotos ao lado de algumas das estrelas da produção. “Isso é loucura. Eu não percebi isso, mas é realmente surreal. Foi uma estreia reduzida, mas acho que, depois de tudo que todo mundo passou no ano passado, mesmo essa quantidade de contato humano é meio surreal. É uma coisa estranhamente agradável. Ter essa confiança foi uma experiência fantástica”, afirmou Gillespie.

Para o filme, a Disney desembolsou cerca de US$ 150 milhões, algo que ficou evidente na confecção dos cenários, conforme afirmou Walter Hauser. “Para mim, foi muito divertido entrar na casa da Baronesa onde acontece a cena da festa de gala. Aquilo era, de fato, algo grandioso, típico da Disney. A atmosfera sempre me fala sobre a minha performance, então, se eu como ator acredito nos cenários que me cercam, isso me afeta e me ajuda a entregar uma interpretação melhor”. “Eu não costumo prestar atenção nos cenários [….] Mas uma das cenas foi gravada nas ruas de Londres. Ela estava fechada apenas para nós, e isso me fez pensar no quão grandioso era aquilo. Não é todo mundo que consegue fechar uma rua, principalmente, no centro de Londres. Muitas dessas cenas são feitas com telas de fundo infinito, e o diretor te fala para imaginar uma rua cheia de carros. Dessa vez, nós fizemos a coisa real. Foi tudo muito rápido, mas foi muito bom e fez meu trabalho mais fácil”, completou Fry.

Sobre o autor

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Fortaleza. É também graduado em Jornalismo, área em que atua há mais de dez anos. Em 2008, a estreia na televisão ocorreu quando passou a comandar um telejornal esportivo. Viajar sempre foi uma paixão, tornando-se parte do seu trabalho em 2009. A curiosidade pela Disney o inspira desde pequeno. Muito cedo, começou a frequentar os complexos de parques temáticos da empresa ao redor do mundo e, até hoje, os tem como destinos preferidos. Dentre os seis resorts, Walt Disney World e Disneyland são seus prediletos.