Variadas

EUA: Entidades querem retomada de viagens internacionais

Desde o pico da pandemia de COVID-19, ainda no primeiro semestre de 2020, os Estados Unidos estão com suas fronteiras fechadas para a maior parte dos turistas internacionais, e o prejuízo do setor de Turismo só aumenta. De acordo com a “U.S. Travel Association”, a cada semana, o país perde cerca de US$ 1.5 bilhão devido às restrições de viagens. Com base nesse cálculo, vinte e quatro organizações, incluindo a “U.S. Travel Association”, da qual a Disney faz parte, se uniram para pressionar o governo federal a modificar as regras vigentes e retomar o turismo estrangeiro.

Dentre as medidas mais urgentes, o grupo quer que as viagens não-essenciais entre os Estados Unidos e o Reino Unido sejam, mais uma vez, autorizadas. Pede ainda para que todos os indivíduos que já estão, completamente, vacinados e não sejam originários de países de alto risco infeccioso possam entrar nos EUA. Todas as restrições deveriam ser alterados até 15 de julho. “A indústria de viagens concorda que ser guiado pela Ciência é a abordagem correta, e a Ciência nos diz que, há algum tempo, já é possível reabrir o país para viagens internacionais com segurança”, afrmou Roger Dow, CEO da “U.S. Travel Association”. “Nosso documento [proposto] continua a priorizar a segurança de todos, ao mesmo tempo que fornece um roteiro para solucionar os bilhões de dólares em danos econômicos, que são resultado das contínuas restrições à travessia de nossas fronteiras, em particular de países onde a taxa de vacinação está semelhante à nossa. Nós temos conhecimento e as ferramentas de que precisamos para reiniciar as viagens internacionais e já passou da hora de usá-los”, completou.

“As companhias aéreas americanas têm sido, e continuam a ser, fortes defensoras de uma abordagem baseada nos riscos e orientada por dados para a retomada das viagens internacionais. Nosso projeto se baseia, exatamente, nisso”, explicou Nicholas E. Calio, Presidente da “Airlines for America”. “Nós aprendemos com a Ciência ao longo dessa crise, e as pesquisas têm, constantemente, determinado que o risco de transmissão a bordo de aeronaves é muito baixo. Na verdade, a Harvard Aviation Public Health Initiave concluiu que estar em um avião é tão seguro, senão mais seguro, que praticar atividades rotineiras como comer em um restaurante ou ir ao supermercado. A Ciência é clara e já passou da hora de os Estados Unidos agirem e reabrirem o país para nações de baixo risco”, concluiu.

Segundo a proposta enviada ao governo americano, os turistas do Brasil continuariam proibidos de entrar nos Estados Unidos, a não ser que façam quarentena de 14 dias em outros locais como, por exemplo, no México. Até o momento, a equipe de Joe Biden não respondeu o documento.

Sobre o autor

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Fortaleza. É também graduado em Jornalismo, área em que atua há mais de dez anos. Em 2008, a estreia na televisão ocorreu quando passou a comandar um telejornal esportivo. Viajar sempre foi uma paixão, tornando-se parte do seu trabalho em 2009. A curiosidade pela Disney o inspira desde pequeno. Muito cedo, começou a frequentar os complexos de parques temáticos da empresa ao redor do mundo e, até hoje, os tem como destinos preferidos. Dentre os seis resorts, Walt Disney World e Disneyland são seus prediletos.