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Figurino é destaque em “Cruella”

Uma das apostas dos estúdios Disney para este ano era o lançamento de “Cruella”. O filme está disponível, nos cinemas e no Disney+, desde a última sexta-feira (28), e tem agradado o público. No Rotten Tomatoes, por exemplo, a produção está com 97% de aprovação por parte dos espectadores. A crítica especializada, entretanto, não gostou muito do enredo no geral, mas o figurino utilizado na produção tem sido uma unanimidade entre todos e o maior destaque do longa, ao lado das atuações de Emma Stone e Emma Thompson.

Em entrevista à Vogue, a responsável pelos looks das personagens, Jenny Beavan, explicou como criou os 47 trajes exibidos pela protagonista. “Cruella tem 47 looks no filme. Ela, com certeza, usaria lojas vintage, especialmente antes de ter dinheiro. Então, fomos a casas de fantasias, que têm um bom estoque de roupas dos anos 70, mas também foi interessante ir ao Portobello Road Market, em Londres. Também fomos para Los Angeles para fazer as provas com a Emma. Eu estive em uma enorme feira vintage chamada A Current Affair quando estava acontecendo em LA e no Brooklyn. No final, tínhamos dez malas de coisas para a Emma. Nós classificamos tudo em looks, começamos a montagem, aprendemos o que funcionaria e o que não funcionaria e fotografamos tudo”, afirmou.

Sobre o momento em que Cruella põe fogo na capa de um de seus trajes, Beavan afirmou que aquilo estava no roteiro e que poderia ter sido feito na vida real, mas que, para a produção, usaram efeitos visuais. “Aquilo estava no roteiro, e eu queria ver se era possível. Existem materiais que pegam fogo sem matar o ator, mas o nosso foi um efeito visual. O vestido por baixo é feito de um dos antigos da Baronesa, e isso é parte da história. Cruella o vê em uma loja vintage e o transforma nessa peça extraordinária que foi desconstruída. Foi inspirado no vestido Tree, de Charles James. O figurinista Ian Wallace, que é um gênio, decidiu que esse era o caminho a seguir. Era tudo um pouco rebuscado, mas você quase podia acreditar que havia tecido suficiente no vestido original para fazer este novo vestido. Nós desenhamos o vestido original também e nos certificamos de que houvesse tecido suficiente”, disse.

Quem também participou da construção da imagem de Cruella foi Nadia Stacey, responsável pelo penteado e maquiagem das personagens. “A Emma é muito delicada, então não dava para exagerar com o cabelo e a maquiagem, já que isso faria ela sumir. Com muitas referências ao punk, eu estava vendo que havia uma espécie de dureza, mas que era muito bonita. Debbie Harry, por exemplo, usava muitos batons rosa suave, o que eu não teria imaginado. Então, no visual em que escrevemos The Future no rosto de Emma na mesma fonte usada na capa do álbum de 1977 do Sex Pistols, nós equilibramos isso com um lábio de cristal vermelho para obter um elemento mais suave”, explicou.

Durante o processo de criação do visual de Cruella, a piteira usada pela vilã no clássico desenho animado precisou ser excluída porque a Disney não permite mais que suas personagens fumem. “Não podemos fumar nas cenas de um filme da Disney. Fiquei muito empolgada com a ideia daquela nuvem verde de fumaça no filme, mas não foi possível. Foi difícil não ter aquela piteira”, afirmou Emma Stone, em entrevista ao New York Times.

Para o diretor do filme, Craig Gillespie, algo que ajudou no desenvolvimento do visual do filme foi o fato de ele ter instruído sua equipe a não pensar na produção como sendo da Disney. “Enquanto todos chegavam e começavam a trabalhar e decidir e pensar no visual eu falava para não pensarem como um filme da Disney. Nós estávamos apenas fazendo uma história de amadurecimento dessa mulher na Londres dos anos 1970 e precisávamos nos superar”, contou ele que ainda revelou que não assistiu ao live-action de 1996. “Eu não queria contaminar minha visão, sabe? Porque eu sinto que a história é tão separada. É essa coisa punk dos anos 70 e é uma criação tão própria que eu não queria meio que ter outros pensamentos ou ideias sobre o que esse personagem deveria ser”, concluiu ele.

Sobre o autor

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Fortaleza. É também graduado em Jornalismo, área em que atua há mais de dez anos. Em 2008, a estreia na televisão ocorreu quando passou a comandar um telejornal esportivo. Viajar sempre foi uma paixão, tornando-se parte do seu trabalho em 2009. A curiosidade pela Disney o inspira desde pequeno. Muito cedo, começou a frequentar os complexos de parques temáticos da empresa ao redor do mundo e, até hoje, os tem como destinos preferidos. Dentre os seis resorts, Walt Disney World e Disneyland são seus prediletos.