Disney+

Estratégia de crescimento provoca tensão entre executivos

O pequeno crescimento do Disney+, nos últimos meses, tem sido motivo de discussão e desentendimentos entre os executivos da The Walt Disney Company. Na última semana, a companhia revelou que, no mais recente trimestre fiscal, que compreende julho, agosto e setembro, a plataforma conseguiu apenas 2 milhões de novos assinantes. Apesar de o CEO, Bob Chapek, ter afirmado que os números eram esperados, especialistas apontaram que eles estavam longe das estimativas da empresa, que esperava ter chegado à marca de 126 milhões de clientes. Agora, o blogger Dylan Byers divulgou que novas estratégias estão sendo discutidas como forma de atrair novos consumidores para o serviço e que algumas divergências estão estremecendo as relações de alguns nomes do alto escalão.

Segundo Byers, há uma discussão a respeito da produção de conteúdo mais adulto para o Disney+. Enquanto alguns afirmam que o serviço deveria ter programas tais como concorrentes como Netflix e HBO Max, outros indicam que o conceito “para toda a família” não pode ser deixado de lado. Enquanto na Europa, a plataforma possui a aba da Star, que tem filmes e séries destinados ao público maduro, nos Estados Unidos e na América Latina, por exemplo, é necessário assinar outros serviços, nomeadamente o Hulu e o Star+. Essa não-concentração das produções estaria no foco da discussão.

Ainda de acordo com Byers, que afirma ter conversado com antigos executivos da companhia, Bob Iger, ex-CEO e atual Chairman da Disney, insiste que a plataforma se atenha “ao conceito mais estreito de uma programação para toda a família”. Mas, obstinado em expandir o serviço, Chapek poderá alterar essa fórmula em breve. O blogger também indicou que a nova administração, que quer assinantes a todo custo, de olhos nos resultados que são apresentados aos acionistas, poderá levar a plataforma a um futuro obscuro, que se distancie da visão original da Walt Disney Company.

Na última sexta-feira (12), o “Disney+ Day” foi realizado, mas, mais uma vez, nenhum dos lançamentos deverá ser capaz de alavancar o número de assinaturas. Os novos programas da Marvel Studios anunciados poderão atrair público, mas muitas pessoas se perguntam se serão capazes de manter os novos clientes e se a visão não-criativa da administração de Chapek não terminará por contaminar a equipe de Kevin Feige e, assim, resultar em um conteúdo com apenas bons títulos.

Sobre o autor

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Fortaleza. É também graduado em Jornalismo, área em que atua há mais de dez anos. Em 2008, a estreia na televisão ocorreu quando passou a comandar um telejornal esportivo. Viajar sempre foi uma paixão, tornando-se parte do seu trabalho em 2009. A curiosidade pela Disney o inspira desde pequeno. Muito cedo, começou a frequentar os complexos de parques temáticos da empresa ao redor do mundo e, até hoje, os tem como destinos preferidos. Dentre os seis resorts, Walt Disney World e Disneyland são seus prediletos.