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Resumo: COVID-19 impacta Disney de várias formas

Quando anunciou que fecharia Shanghai Disney Resort ainda em janeiro, os fãs da companhia foram pegos de surpresa. Até então, o complexo ainda não tinha sido fechado indefinidamente, e o motivo do encerramento das atividades era novo e inédito. No sábado, 25 de janeiro, Shanghai Disneyland fechou seus portões e deixou os guests com uma série de perguntas e questionamentos. A principal dúvida, na ocasião, era por quanto tempo o resort permaneceria sem funcionar. Ninguém imaginava que o chamado Coronavirus se espalharia de forma tão cruel e impactaria os mais diversos setores da indústria, do turismo e do entretenimento.

Um dia após o encerramento do complexo de Shanghai, foi a vez de Hong Kong anunciar que seria fechado também por um período indeterminado. Por cerca de um mês, a Disney continuou se comunicando com seus guests e autoridades de saúde, fazendo o possível para manter seus outros quatro complexos mundo afora abertos. Mas na última semana de fevereiro, a Oriental Land Co. informou que Tokyo Disney Resort também fecharia. O primeiro anúncio falou em quinze dias. Entretanto, a possível extensão no prazo de reabertura tornou-se realidade na última semana, e o complexo está, bem como os outros dois asiáticos, sem uma data definida para reabrir.

Nessa quinta-feira (12), os anúncios que todos temiam terminaram sendo feitos. Primeiro, Disneyland informou que encerraria as atividades a partir desse fim de semana. Depois, foi a vez de Walt Disney World e, então, Disneyland Paris Resort, que, apesar de ter cast members testados positivos para o vírus, tentou de todas as formas não parar. Entretanto, a medida era inevitável. Durante todo esse tempo, a Disney reafirmou seus protocolos de limpeza e tomou outras medidas preventivas, como a disponibilização de álcool em gel em mais pontos dos resorts, mas o COVID-19 tem uma transmissão exponencial e é impossível para a companhia e seus diretores conseguirem impedir que pessoas com sintomas da doença ou que estiveram em contato com doentes vão aos parques.

A Disney Cruise Line também cancelou viagens pelas próximas duas semanas. O museu da família Disney ficará fechado por mais alguns dias também e até os estúdios da companhia sofrem consequências. A estreia de “Mulan” foi adiada indefinidamente enquanto “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica” amarga resultados ruins. Outros filmes da Fox também tiveram seus lançamentos cancelados.

Os prejuízos serão absurdos, apenas os complexos da China deverão perder quase US$ 300 milhões, entretanto não adiar estreias e permanecer com os resorts abertos poderia levar a um problema ainda maior, com implicações mais sérias. O novo CEO, Bob Chapek, assume o cargo com um enorme desafio pela frente: manter a confiança dos investidores e encontrar maneiras de recuperar as perdas financeiras que se acumularão nas próximas semanas. Teria a saída inesperada de Bob Iger sido uma manobra? Teria ele decidido não manchar seus feitos à frente da Walt Disney Co. com a tal crise que se instala? Certamente, essas perguntas seriam negadas, mas, nos bastidores, pode haver alguma verdade nelas.

Até que os números da doença não comecem a diminuir, a Disney irá segurar as pontas como pode. Por enquanto, Shanghai Disney Resort segue operando parcialmente, conforme anúncio no último fim de semana. O complexo de Hong Kong está fechado, com parte de seus hotéis funcionando. A expansão do parque e inauguração do novo castelo, prevista para o verão, deverá ser adiada, visto que os trabalhos foram interrompidos. Disneyland Resort parará parques e hotéis; apenas Downtown Disney abrirá as portas. Enquanto isso, Walt Disney World e Disneyland Paris Resort fecharão parques, mas tentarão manter hotéis e centros de entretenimento abertos. Pelo menos, até uma segunda ordem.

Em 64 anos de história, essa é apenas a quarta vez que Disneyland Resort tem as atividades suspensas. Já Disney World fechou um pouco mais de vezes, mas sempre por poucos dias. Em 48 anos, os parques encerraram as atividades, principalmente, por causa de furacões como em 1999 com a passagem do Floyd; outras três vezes em 2004, devido aos riscos provocados pelo Charley, Frances e Jeanne. O Matthew, em 2016, também forçou o fechamento dos parques. O Irma, em 2017, também. Além disso, os ataques terroristas de 2001 levaram o resort a parar. Esta é a primeira vez que um vírus provoca tamanhas consequências no mundo de Mickey Mouse.

Por enquanto, o futuro parece incerto. Reuniões têm sido feitas para traçar os próximos passos da companhia enquanto autoridades de saúde procuram tratamento para o COVID-19. O número de casos registrados ainda segue aumentando. Até o fechamento desta matéria, mais de 138 mil foram registrados, com cerca de 5.080 mortes. Países como Portugal pedem a seus cidadãos que evitem sair de casa. Nos supermercados, as prateleiras começam a ficar vazias. Plataformas de streaming como Netflix e Disney+ tendem a ganhar em um período como esses, mas apenas o sistema não será capaz de suprir os custos da companhia. O jeito, então, é cada um seguir como pode, evitando contatos com pessoas doentes e usando sempre de bom-senso.

Sobre o autor

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto

Patriolino Ribeiro Neto é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Fortaleza. É também graduado em Jornalismo, área em que atua há mais de dez anos. Em 2008, a estreia na televisão ocorreu quando passou a comandar um telejornal esportivo. Viajar sempre foi uma paixão, tornando-se parte do seu trabalho em 2009. A curiosidade pela Disney o inspira desde pequeno. Muito cedo, começou a frequentar os complexos de parques temáticos da empresa ao redor do mundo e, até hoje, os tem como destinos preferidos. Dentre os seis resorts, Walt Disney World e Disneyland são seus prediletos.

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